Razões estéticas, higiene, costumes, problemas médicos – existem muitos motivos para a depilação do corpo humano. Ao longo da história e de cada cultura, a extensão e o tipo de pêlo retirado foi variando, bem como os  métodos utilizados para fazer essa depilação.

Hoje em dia, vê-se uma tendência de depilações cada vez mais extensas, com a retirada quase total dos pêlos do corpo em alguns casos. Também tem sido cada vez mais comum a depilação masculina, com a retirada de pêlos até pouco tempo atrás considerados símbolo de masculinidade e poder. E as novas tecnologias, como a depilação a laser e a eletrólise contribuem para que esse desejo seja alcançado.

As várias técnicas de depilação hoje disponíveis incluem métodos já conhecidos como lâmina, aparelhos elétricos, ceras de vários tipos e cremes depilatórios. Esses métodos retiram ou cortam os fios, deixando a pele do local sem pelos por um determinado período de tempo. São bastante conhecidos da maioria da população. Cada um possui vantagens e desvantagens. Laminas e aparelhos elétricos são práticos, rápidos e, no caso da lâmina,  barata. Sua maior desvantagem é o crescimento rápido do pelo e a possível irritação da pele em algumas pessoas. As ceras, quentes ou frias e com diversos ingredientes, proporcionam uma depilação mais duradoura. Sua desvantagem mais óbvia é a dor, sendo que em algumas pessoas o uso de cera pode causar maior quantidade de pelos encravados.

Os métodos de depilação definitiva  têm sido cada vez mais procurados. Técnicas como eletrólise, laser ou LIP (luz intensa pulsada) proporcionam resultados duradouros. O termo definitivo é mal empregado em todos esses casos, pois mesmo eliminando grande parte dos pelos, é necessária a manutenção, não existindo até hoje método que elimine definitivamente todos os pelos.

O laser utiliza a emissão de energia luminosa (luz) para destruir o folículo do pelo e o próprio pelo. Com o processo, os pelos vão desaparecendo e espaçando, a cada sessão, proporcionando um resultado cada vez mais extenso. São necessárias várias sessões, pois os pelos podem estar em uma de suas três fases, a de crescimento, a intermediária ou a de repouso. Dependendo da fase, o pelo será atingido ou não pela depilação a laser. Outras sessões serão necessárias para atingir aqueles que estavam numa fase não propícia. Como o laser também atinge o folículo piloso, a capacidade de gerar um novo pelo é reduzida, contribuindo para que o pelo não volte a nascer.

A depilação a laser deve ser feita sempre por um médico especializado e experiente. Ele poderá determinar a indicação do tratamento conforme a pele do paciente levando em conta cor, condições da pele, área a ser tratada, tipo e condições dos pelos e outros fatores importantes. Cada tipo de pele e de pêlo requer um tipo de laser específico para que o processo alcance bons resultados e não cause danos ao paciente.

Uma opção atualmente disponível é a luz intensa pulsante. É um tratamento mais suave e gradual, diminuindo os riscos de manchas e cicatrizes, sendo indicado para praticamente todos os tipos de pele. Sua desvantagem é que, por ser mais gradual, demora mais para atingir resultados satisfatórios. Tanto o laser quanto a LIP tem entre seus obstáculos para maior popularização o preço. Apesar das sessões já terem diminuído bastante de preço desde o surgimento das primeiras máquinas, ainda hoje é um investimento considerável, infelizmente nem sempre ao alcance de todas as pessoas.

Uma opção mais em conta em depilação definitiva é a eletrolise. Nesse método, uma agulha ou pinça elétrica atinge cada fio individualmente na área a ser depilada, destruindo a raiz do pelo com descargas elétricas. È um método doloroso e demorado, no entanto é mais barato do que o laser. Mais uma vez, é imprescindível que a depilação seja feita com profissional especializado e experiente, pois a eletrolise mal feita pode resultar em manchas e cicatrizes.

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